Transformação da Cerveja Caseira no Brasil

Em Minas Gerais a transformação da cerveja caseira começou em Juiz de Fora em 1861 com a chegada dos alemães e reiniciou em 1998 com a vinda da fábrica alemã da Mercedes-Benz. Hoje no Brasil, vemos acontecer a chamada da cerveja artesanal, que consiste em uma maior cortesia do público em geral para com a bebida, os muitos formatos e a possível diversidade, assim recusando as cervejas de maiores cervejarias com tendências simples e elementar (consiste em alterar a cerveja no mais próximo de água possível usando o mínimo de lúpulo e malte, substituindo-os por insumos mais baratos que assim barateiam o produto e danificam a qualidade, fazendo com que tais cervejarias incentivem o consumidor a tomar as cervejas a temperaturas muito abaixo do aceitável para o estilo, camuflando assim seus defeitos claros). Tal movimento mostra-se evidente quando se percebe a quantidade de novas garrafas que encontramos no supermercado e que são produzidas no Brasil. Os que aderem a tal ação recusam-se a ingerir cervejas produzidas em escala por grandes empresas industriais (cervejas mainstream) preferindo consumir cervejas elaboradas manualmente como 2cabeças, Taubatexas, Bodebrown, Waybeer Candanga, Dum, Júpiter, Landel, Mal, Morada, Naif, Rio Carioca, Seasons, Urbana, dentre outras.

No Rio de Janeiro, em 2016, aproveitando o embalo do mercado de cervejas caseiras no Brasil, a cervejaria Rio Carioca se aventura, sendo a pioneira cervejaria artesanal do Brasil a um comercial em um canal aberto de TV.

Até o final da década de 1830, a cachaça era a bebida alcoólica mais conhecido do Brasil. Além dela, eram trazidos licores da França e vinhos de Portugal, sobretudo para atender à nobreza. Nesse período a cerveja já era produzida, mas num processo caseiro realizado por famílias de estrangeiros para o seu próprio consumo.

A bebida ingerida pela população era a gengibirra, elaborada de farinha de milho, gengibre, casca de limão e água. Esse cozimento descansava alguns dias, sendo então vendida em garrafas ou canecas ao preço de 80 réis. Era igualmente consumida a Caramuru, feita de milho, gengibre, açúcar mascavo e água, cuja fermentava em uma semana e no valor de 40 réis o copo.

A gengibirra era armazenada em botijas louçadas, que antes eram utilizadas no acondicionamento da cerveja escura inglesa. Presas à barbantes, as rolhas de tais garrafas arrebentavam quando abriam (daí o nome de “cerveja marca barbante”, como iriam ser chamadas as primeiras cervejas do Brasil).

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